Se você enviou criptomoedas para uma plataforma que acabou se revelando uma fraude, existe um dado que vale mais do que qualquer captura de tela: o hash de cada transação. Com ele, é possível comprovar o envio na blockchain, ver para onde o dinheiro foi e começar um rastreamento.
Resposta curta
O hash de transação, também chamado de TXID ou ID da transação, é o código único que identifica um envio de criptomoedas em uma blockchain. Você o encontra no detalhe de cada saque da sua exchange ou na atividade da sua carteira. Ele é público, compartilhá-lo não dá acesso aos seus fundos e o FBI pede que ele seja incluído nas denúncias.
O que é um hash de transação
Toda vez que criptomoedas são enviadas, a rede registra a operação na sua blockchain e atribui a ela um identificador único: uma sequência longa de letras e números. Esse identificador é o hash ou TXID. Com ele, qualquer pessoa pode consultar em um explorador de blocos a data, o valor, o endereço de origem e o de destino desse envio.
Hash, endereço e chave privada: não são a mesma coisa
| Dado | O que é | Pode ser compartilhado? |
|---|---|---|
| Hash ou TXID | Identifica uma transação já realizada | Sim. É público e é o que as autoridades pedem |
| Endereço | Identifica uma carteira que envia ou recebe | Sim. É público; quem envia fundos para você precisa dele |
| Chave privada ou frase-semente | Dá controle total sobre uma carteira | Nunca. Quem a tiver pode esvaziar a sua carteira |
Onde encontrar o hash
- Em uma exchange (Coinbase, Binance, Kraken ou outra): abra o histórico de saques ou de envios, entre no detalhe do saque e procure um campo chamado “TxID”, “Hash”, “ID da transação” ou “Transaction ID”. Normalmente há um botão para copiá-lo ou para vê-lo no explorador.
- Em uma carteira (MetaMask, Trust Wallet ou outra): vá até a atividade ou o histórico, toque na transação e escolha “Ver no explorador” ou copie o ID.
- Em um caixa eletrônico de bitcoin: guarde o recibo, que costuma mostrar o endereço de destino e o valor. Se o hash não aparecer, peça ao operador do caixa o comprovante da transação.
- Se você não o encontrar: anote a data, a hora, o valor e o endereço de destino. Com esses dados, o hash pode ser localizado depois.
Como conferir em um explorador de blocos
Cada rede tem exploradores públicos e gratuitos: por exemplo, o Etherscan para a Ethereum ou o Tronscan para a TRON. Cole o hash na busca e você verá a situação da transação, a data, o valor e os endereços. Não é preciso se cadastrar nem informar nenhum dado pessoal.
Como reconhecer a rede
Os endereços da Ethereum começam com “0x” e os da TRON com “T”. Se você enviou USDT, a rede importa: é a mesma moeda em blockchains diferentes. Explicamos isso em USDT bloqueado em uma plataforma.
Por que ele é tão importante
- Para a denúncia: o FBI pede que sejam incluídos no IC3 os endereços, o valor e o tipo de criptomoeda, a data e a hora e o ID (hash) de cada transação.
- Para o rastreamento: a partir do hash, é possível seguir o caminho dos fundos até serviços identificáveis, como exchanges. É assim que funciona o nosso rastreamento de criptomoedas.
- Para o seu banco ou a exchange: ele demonstra para onde o dinheiro foi e quando.
Ninguém precisa da sua frase-semente
Se alguém pedir a sua frase-semente, a sua chave privada ou acesso remoto para “verificar” um hash ou “recuperar” seus fundos, é golpe. Confira os sinais de um golpe da recuperação.
Fontes oficiais
- FBI · IC3: guia para vítimas de golpes com criptomoedas (2023) — dados de cada transação que vale a pena incluir, entre eles o hash
- FBI · IC3: o que incluir na denúncia (junho de 2026) — endereços de carteira, capturas de tela e informações dos aplicativos
Já tem seus hashes? Envie sua consulta e diremos, sem custo, se vale a pena rastrear os fundos.


